Perda de Figuras Parentais por Crianças e Adolescentes na Pandemia de COVID-19: Implicações Desenvolvimentais e Contribuições à Prática Sistêmica

Autores

  • Beatriz Schmidt UFCSPA
  • Bruna Larissa Seibel FURG
  • Nicolle Bretos Lopes FURG
  • Manoela Kaul FURG
  • Amanda Schöffel Sehn Unijuí
  • Daniela Barsotti Santos UFTM
  • Isabela Machado da Silva

Palavras-chave:

luto, infância, adolescência, terapia familiar, COVID-19

Resumo

Este estudo analisou as possíveis implicações da perda de figuras parentais para o desenvolvimento de crianças, adolescentes e famílias no contexto da COVID-19, trazendo considerações para a prática sistêmica. Por meio de revisão narrativa da literatura, constatou-se que embora o luto possa representar um risco ao desenvolvimento, seus impactos dependerão de fatores como qualidade do vínculo com a pessoa falecida, com o cuidador sobrevivente e com a rede socioafetiva, modo como se deu a morte, aspectos culturais e espirituais/religiosos, habilidades cognitivas e enfrentamento a outras situações adversas. A morte de uma figura parental afeta o sistema familiar como um todo, demandando sua reestruturação. Particularidades da pandemia, como sobreposição de eventos estressores, imprevisibilidade da morte e modificação de rituais de despedida podem representar desafios adicionais ao processo de luto. Aspectos como coesão, flexibilidade, comunicação e configuração familiar, história multigeracional e redes de apoio social devem ser consideradas por terapeutas de família, favorecendo a atribuição de sentido à perda. Ademais, não é possível generalizar uma forma de cuidado a todas as famílias de crianças e adolescentes enlutadas, sendo necessário analisar as demandas singulares de cada caso, bem como o contexto em que inserem as famílias.

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Publicado

2025-12-23