Não é Falta de Peia é TEA: O Luto Não Reconhecido na Parentalidade Atípica
Palavras-chave:
transtorno do espectro autista, parentalidade atípica, luto não reconhecido, perda ambíguaResumo
A parentalidade atípica exige muitos ajustes desde a busca do diagnóstico até os desafios que envolvem sofrimento e sobrecarga nos cuidados diários com a criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Seus cuidadores vivenciam inúmeras perdas que, quando não legitimadas, dificultam a construção de significados, os quais levam ao comprometimento da saúde mental e aumento do risco para suicídio. Sendo assim, foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, cujo objetivo foi estudar os lutos vivenciados por cuidadores de pessoas com TEA, como um caminho para apontar estratégias de cuidado e proteção à vida. Ao fim deste trabalho, concluímos que, como cuidado em saúde, precisamos promover espaços de validação para as diferentes perdas vividas por esses cuidadores.