https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/issue/feedRevista Pensando Famílias2026-07-13T13:23:57-03:00Helena Centeno Hintz[email protected]Open Journal Systems<p>Pensando Famílias” é uma publicação regular do<strong> DOMUS – Centro de Terapia de Casal e Família</strong> visando à divulgação de artigos inéditos referentes às áreas de casal e família. As modalidades dos trabalhos aceitos incluem artigos teóricos, relatos de pesquisa e casos clínicos, artigos de revisão e/ou atualização bibliográfica, resenhas e outros que serão submetidos para avaliação da Comissão Editorial, Conselho Editorial e Consultores ad hoc.<br />A revista vem sendo publicada desde 1999. A partir de 2013 passou a ser publicada no formato online. Ela se encontra no Portal PePSIC, Biblioteca Virtual da Saúde.</p> <p><strong>Atenção: As submissões de novos trabalhos à revista estarão suspensas até 01/03/2026!</strong></p>https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/161O Processo de Divórcio na Percepção de Pais e Filhos: Repercussões das Oficinas de Parentalidade2026-07-13T13:12:37-03:00Liniker Douglas Lopes da Silva[email protected]Cibele Alves Chapadeiro[email protected]<p>O presente estudo objetiva descrever as percepções de pais e filhos que participaram das Oficinas de Parentalidade acerca do processo de divórcio, bem como a repercussão da participação nas oficinas em suas relações. O método utilizado foi o de estudo de casos múltiplos. Integraram o estudo três famílias compostas por pais, mães e filhos que participaram de uma oficina de parentalidade em um município de Minas Gerais. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas para pais e filhos. A análise das informações ocorreu segundo a técnica de análise temática de conteúdo. Discutimos que o divórcio é vivenciado de maneira complexa e dinâmica pelas famílias, sendo inicialmente compreendido pelos pais/mães como uma ruptura familiar, mas posteriormente o processo passa a receber novos sentidos como possibilidade de recomeço. Os filhos, por sua vez, associam a dissolução conjugal à possibilidade redução de conflitos e à vivência em um ambiente familiar mais saudável, demonstrando preocupação com a relação estabelecida entre os genitores. As Oficinas de Parentalidade, enquanto política pública, mostraram-se um importante recurso de apoio, favorecendo reflexões sobre as relações familiares e o fortalecimento dos vínculos parentais no contexto pós-divórcio.</p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famíliashttps://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/160Não é Falta de Peia é TEA: O Luto Não Reconhecido na Parentalidade Atípica2026-07-13T12:43:50-03:00Karina Santos Teixeira Lopes[email protected]Daniela Reis e Silva[email protected]<p><em>A parentalidade atípica exige muitos ajustes desde a busca do diagnóstico até os desafios que envolvem sofrimento e sobrecarga nos cuidados diários com a criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Seus cuidadores vivenciam inúmeras perdas que, quando não legitimadas, dificultam a construção de significados, os quais levam ao comprometimento da saúde mental e aumento do risco para suicídio. Sendo assim, foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, cujo objetivo foi estudar os lutos vivenciados por cuidadores de pessoas com TEA, como um caminho para apontar estratégias de cuidado e proteção à vida. Ao fim deste trabalho, concluímos que, como cuidado em saúde, precisamos promover espaços de validação para as diferentes perdas vividas por esses cuidadores. </em></p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famíliashttps://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/159Puerpério e Conjugalidade: Uma Revisão Integrativa da Literatura2026-07-13T12:26:12-03:00Sara Neves Brandão Neves Brandão[email protected]Maria Inês Rosselli Puccia[email protected]Monalisa Nascimento dos Santos Barros[email protected]<p>Considerando-se a transição para a parentalidade como um fenômeno complexo que pode produzir impactos sobre a saúde mental, o presente estudo tem por objetivo identificar evidências científicas sobre a vivência do puerpério entre os casais e suas repercussões na conjugalidade. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada entre janeiro e fevereiro de 2023 nas bases de dados científicas da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed, Capes, Lilacs, Scielo e Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PEPISC). Utilizou-se os descritores (Período Pós-Parto) AND (Casamento). Incialmente foram identificados 93 estudos. Após aplicação dos critérios de inclusão e seleção, 25 artigos compuseram esta revisão final. A análise dos artigos resultou em duas categorias de discussão que permitiram identificar na primeira delas, a estreia na parentalidade, o declínio da satisfação conjugal, a prevalência de algum transtorno mental, diferenças culturais, violência doméstica e o uso abusivo de álcool por parte do parceiro, como indicadores de risco para a relação conjugal e a saúde mental do casal que vivencia o puerpério, Na segunda categoria verificou-se que, a satisfação conjugal, a rede de apoio, a coerência familiar, a percepção de autoeficácia, melhor renda e maior escolaridade, representam elementos protetivos para a relação conjugal e a saúde mental do casal nesta fase. Os resultados evidenciam que o puerpério demanda atenção por parte das equipes de saúde mental. Entretanto existem lacunas assistenciais a serem superadas através de programas de cuidado às mulheres e casais, bem como a necessidade de novos estudos sobre a temática da conjugalidade e puerpério.</p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famíliashttps://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/158Estratégias Interventivas para Casais com Histórico de Violência em suas Famílias de Origem 2026-07-13T11:52:32-03:00Gabriela Berwanger Makosky[email protected]Maria Isabel Wendling[email protected]<p>A violência é naturalizada em nossa sociedade como uma forma de resolução de conflitos e punição. É disseminada desde o início da vida, impactando nas futuras relações dos indivíduos, especialmente, a conjugal. O aprendizado de comportamentos violentos pode influenciar a conjugalidade, trazendo casais à psicoterapia para lidar com suas dinâmicas relacionais. Este estudo buscou compreender as repercussões do histórico de violência familiar para a relação conjugal, bem como quais intervenções terapêuticas podem ser utilizadas nesse contexto a partir do entendimento da Teoria do Apego em Casais, através de uma revisão narrativa de literatura, que se deu nas bases de dados Google Scholar, Scielo e Lilacs, incluindo artigos científicos, teses, capítulos de livros, materiais de anais e dissertações publicados entre 2017 e 2022. Os resultados mostraram que a violência é aprendida culturalmente, sendo naturalizada e validada. Possui um ciclo de difícil identificação, sendo necessário conscientização sobre suas diferentes modalidades, treino de habilidades sociais e manejo de emoções para desenvolver estratégias de resolução de conflitos mais saudáveis na conjugalidade.</p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famíliashttps://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/157A Experiência Dolorosa no Contexto das Relações Familiares e de Apoio de Pacientes com Dor Crônica2026-07-13T11:15:31-03:00Isadora Cristina Putti Paludo[email protected]Carmen Leontina Ojeda Ocampo Moré[email protected]<p>Objetivou-se, com este estudo qualitativo, compreender o desenvolvimento da história da dor crônica e da experiência dolorosa no contexto das relações familiares e de apoio de pacientes com dor crônica. Utilizou-se entrevista semiestruturada com dez participantes adultos que estavam em acompanhamento no serviço de acupuntura de um hospital escola da Região Sul do Brasil. Os dados foram analisados e organizados em quatro categorias principais, com base na Grounded Theory e contou-se com o auxílio do software Atlas.ti 22.1. Os resultados indicaram que a dor foi vista como uma experiência que atravessa a história familiar e que estava inserida nos vínculos construídos com figuras significativas, principalmente a mãe. Os recursos de enfrentamento dos familiares para manejar a dor mostraram as diferentes expressões e vivências, como medidas alternativas, estratégias medicamentosas e exercícios físicos. Observou-se uma postura ambígua no apoio prestado dentro das redes familiares e de amigos dos participantes, pois mesmo recebendo acolhimento e suporte, eles passavam por condições em que suas dores eram desconsideradas e/ou banalizadas. Este estudo avança evidenciando a importância de legitimar a dor crônica e as experiências dolorosas para além da dimensão física, uma vez que a dor desdobra-se no mundo relacional dos sujeitos perpassando os contextos individuais e familiares. Acredita-se que a trama singular das relações na qual o paciente está inserido constitui-se um desafio para as equipes multidisciplinares e os profissionais que atuam junto às famílias, já que elas afetam o entendimento da dor, assim como os recursos de enfrentamento e de adesão ao tratamento.</p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famíliashttps://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/156Avaliação Psicológica na Habilitação para Adoção: O Uso da Carta aos Filhos2026-07-13T10:58:13-03:00Camila Esteves Cambaúva[email protected]Isabela Medeiros de Oliveira[email protected]Alessandra Petronio Derossi[email protected]Maria Júlia Ribeiro[email protected]Ana Paula Medeiros[email protected]<p>A prática da adoção teve suas raízes históricas ligadas à caridade, mas ao longo do tempo sofreu transformações sociais e constitucionais. Com essas mudanças, foi estabelecido que a avaliação psicológica é etapa obrigatória aos pretendentes à adoção. Esta avaliação investiga aspectos como as motivações para adoção, os vínculos existentes, as concepções sobre adoção, filiação e parentalidade. Este artigo propõe-se a analisar o imaginário dos pretendentes à adoção por meio do uso do instrumento "Carta aos filhos". O estudo incluiu a participação de seis homens e sete mulheres, com idades entre 28 e 50 anos. Analisa-se que<br>a técnica permite a compreensão dos fatores emocionais envolvidos na motivação e idealização do filho, no lugar que ele irá ocupar, possibilitando o acesso aos conteúdos inconscientes que envolvem a parentalidade. Destaca-se a importância das pesquisas na área e do desenvolvimento de técnicas que possibilitem a avaliação psicológica dos pretendentes de forma aprofundada.</p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famíliashttps://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/155Violência Doméstica, Homens e Tecnologia: Uma Revisão Sistemática2026-07-13T10:50:14-03:00Roberta Mendonça Carlos Masselli[email protected]Antonio Carlos Zambroni de Souza[email protected]<p>A violência doméstica (VDFM) é um problema analisado, preponderantemente, do ponto de vista feminino. Contudo, a gravidade, complexidade e interdisciplinaridade que envolvem o tema exigem muito mais esforço para busca de recursos, de todas as áreas científicas que possam diminuir a incidência do fenômeno que sustenta uma cultura construída e estruturada num modelo<br>socioeconômico pautado no patriarcado, no racismo e na desigualdade. O presente estudo busca compilar os estudos disponíveis na base de dados da CAPES, pesquisados no mês de maio/2022, relacionados à abordagem masculina, ao combate à violência doméstica e às tecnologias disponíveis. O objetivo é apresentar e classificar por área de pesquisa, os artigos a respeito de violência doméstica e tecnologia. Embora a literatura apresente muitos trabalhos sobre o tema, a classificação proposta<br>pode ajudar a compreender o assunto e a buscar soluções.</p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famíliashttps://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/153Famílias Poliafetivas e Parentalidade: Uma Revisão Integrativa Internacional2026-07-13T10:29:02-03:00Rafael Ferreguete Crispino[email protected]Edson Junior Silva da Cruz[email protected]<p><em>A</em> <em>partir das mudanças</em> <em>da</em> <em>sociedade,</em> <em>como</em> <em>emancipação</em> <em>das</em> <em>mulheres, desenvolvimento</em> <em>do</em> <em>iluminismo </em><em>e da sociedade, observou-se uma diversificação para os modelos de família, que no passado era composta majoritariamente por mulheres, homens e seus filhos. Essas transformações estimularam a ampliação de direitos para minorias sociais e novos tipos familiares foram aumentando e, atualmente, não há um tipo familiar que seja predominante, havendo diversas classificações de tipos familiares. Entre esses arranjos, existe a família poliafetiva que surge como uma forma não convencional para o sistema vigente e está dentro da classificação de não monogamias consensuais, caracterizadas por relacionamentos com mais de uma pessoa. Para compreender sobre como tal formato familiar apresenta a sua parentalidade, a presente pesquisa realizou uma revisão de literatura integrativa internacional. Foram selecionados cinco artigos que mostram a produção dos últimos cinco anos de pesquisa sobre essa temática e observou-se uma maior produção acadêmica em países europeus e norte-americanos, os quais exploraram a perspectiva dos pais em relação às formas, benefícios e desafios associados a essa forma única de parentalidade. A poliparentalidade apresenta vantagens relacionadas ao aumento do número de cuidadores, como a distribuição equitativa de responsabilidades, divisão de despesas e outras variáveis pertinentes à manutenção de dinâmicas de trabalho em relacionamentos poligâmicos.</em></p>2026-07-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Pensando Famílias