Revista Pensando Famílias https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files <p>Pensando Famílias” é uma publicação regular do<strong> DOMUS – Centro de Terapia de Casal e Família</strong> visando à divulgação de artigos inéditos referentes às áreas de casal e família. As modalidades dos trabalhos aceitos incluem artigos teóricos, relatos de pesquisa e casos clínicos, artigos de revisão e/ou atualização bibliográfica, resenhas e outros que serão submetidos para avaliação da Comissão Editorial, Conselho Editorial e Consultores ad hoc.<br />A revista vem sendo publicada desde 1999. A partir de 2013 passou a ser publicada no formato online. Ela se encontra no Portal PePSIC, Biblioteca Virtual da Saúde.</p> <p><strong>Atenção: As submissões de novos trabalhos à revista estarão suspensas até 01/03/2026!</strong></p> pt-BR Revista Pensando Famílias 1679-494X Famílias Acolhedoras no Brasil: Uma Revisão Sistemática https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/142 <p><span class="fontstyle0">Introdução: Em 2009 reconheceu-se no Brasil o acolhimento familiar como medida de proteção prioritária para crianças em primeira infância, estando ainda, em fase de implementação. Assim, buscou-se: a) descrever os avanços e limitações da política de acolhimento familiar; b) motivações e perfil da família acolhedora; e c) perfil da criança acolhida. Método: revisão sistemática da literatura, selecionando artigos completos da Capes, publicados desde 2009, triados e analisados por duas juízas. Foram encontrados sete estudos. Resultados/discussão: Observou-se ambiguidades quanto a implementação da política, pois cada município tem feito à sua maneira. Os perfis das famílias indicam razões centradas em práticas caritativas. As crianças atendidas em sua maioria, na primeira infância. Conclusão: Necessidade de formação das famílias acolhedoras pautada na reciprocidade e ética do cuidado, além do atendimento a faixas etárias que permanecem acolhidas em instituições.</span> </p> Valéria Teixeira de Souza Gubiani Veronica Aparecida Pereira Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 149 164 Panorama dos Casos de Violência Doméstica contra Crianças Noticiados na Mídia Brasileira durante a Covid-19 https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/139 <p>Objetivo: Analisar casos de violência doméstica contra a criança no Brasil, noticiados pela mídia, durante a pandemia de Covid-19. Métodos: Estudo transversal com fontes de dados secundárias, retiradas de matérias jornalísticas de acesso público veiculadas entre março/2020 a agosto/2021. A coleta de dados foi elaborada a partir de expressões de busca: pais matam filho 2020, pais matam filho 2021, criança morta pelos pais 2020, criança morta pelos pais 2021, mãe mata filho 2020 e mãe mata filho 2021, no “Google Notícias”. Após seleção das notícias os dados foram organizados em planilha Excel e retirada frequência simples. Resultados: Foram encontradas 134 matérias, totalizando 150 crianças vítimas de violência, a maioria do sexo masculino, 64,0%. A idade média das vítimas foi de 5,5, sendo a faixa etária de 0&gt;3 anos a mais prevalente. A maioria das agressões foram praticadas<br>pelos pais 31,3%, padrastos 25,3% e mães 24%. Os casos de violência noticiados foram aumentando conforme se estendeu o tempo de distanciamento social. Conclusão: O distanciamento social imposto pela Covid-19 predispôs as crianças à violência doméstica e muitas tiveram como consequência a morte, refutando a ideia romantizada de que a família é necessariamente um local de proteção e amor incondicional.</p> Felipe Souza Gonçalves Dinair Ferreira Machado Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 135 148 Relações Familiares e Maternidade na Adolescência: Da Gestação ao Primeiro Ano https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/138 <p>A maternidade durante a adolescência tem necessidades e dificuldades específicas, demandando suporte e apoio da família. Esta pesquisa teve como objetivo analisar as experiências de maternidade de uma adolescente e suas relações familiares. Trata-se de uma pesquisa qualitativa longitudinal, que utilizou o estudo de caso como método. Participou deste estudo uma adolescente (Samanta) que fez o pré-natal na rede pública de Maceió. Foram realizados três encontros com a participante: durante o pré-natal; quatro meses após o nascimento da bebê; e no primeiro ano de vida da criança. Foi percebido que Samanta pôde contar com o apoio de sua família natural e nova nos três momentos. A complexidade do tema maternidade na adolescência deve mobilizar diversos atores, sendo um deles a família. Samanta demonstrou ser uma mãe cuidadosa e, assim, vê-se a necessidade de um olhar sobre a situação de mães durante a adolescência que não esteja atravessado por rótulos estigmatizantes</p> Ana Caroline dos Santos Silva José Nilson Nobre Filho Paula Orchiucci Miura Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 120 134 Entrelaçamentos entre Trabalho, Desemprego e Conjugalidades na Contemporaneidade https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/141 <p>A presente pesquisa consiste no estudo de três aspectos da vida humana e suas relações: trabalho, desemprego e as conjugalidades. O trabalho faz parte da vida e é dotado de sentido, posto que as tarefas ou papeis por meio dele vivenciados possuem significados que participam do processo de construção da identidade humana, sendo o ambiente laboral importante espaço de socialização. Já o desemprego, é definido como a ausência do trabalho remunerado, do contrato de trabalho com uma<br>organização ou instituição, situação que impacta na condição econômica, social e, consequentemente, na dimensão subjetiva do indivíduo, com forte tendência à sua vulnerabilização. O terceiro aspecto que se pretende estudar são as conjugalidades. A conjugalidade é definida como a vivência de um projeto de vida em comum e recebe influência de aspectos culturais, econômicos, políticos e históricos, sendo que está interconectada a outras dimensões da vida dos sujeitos (afetividade, sexualidade, saúde,<br>educação etc.). A pesquisa foi realizada por meio de delineamento qualitativo, lançando mão do método bibliográfico, o que permitiu o aprofundamento da relação entre os três aspectos: trabalho, desemprego e conjugalidades; possibilitando a construção das reflexões que culminaram com as considerações sobre a interdependência dos mesmos e a importância de tê-los em equilíbrio, apesar do contexto atual se apresentar como desafiador, em especial pelos altos índices de desemprego e o fenômeno da precarização do trabalho, além dos novos modelos relacionais e conjugalidades delineados pelo hiper individualismo.</p> Giovanna Beatriz dos Santos Mário Lázaro Camargo Marianne Ramos Feijó Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 104 119 Apoios Dados e Recebidos nos Relacionamentos Familiares Intergeracionais de Mulheres na Meia Idade https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/140 <p>O objetivo deste estudo foi identificar em mulheres na meia-idade a satisfação com os apoios dados e recebidos nos relacionamentos familiares intergeracionais e verificar as associações com as variáveis sociodemográficas e de saúde. Trata-se de um estudo transversal web-based, no qual foram analisados os dados de 398 mulheres na meia idade. Os resultados mostram que a maioria das participantes estava satisfeita com os apoios dados e recebidos e tinham com quem contar para suporte emocional e instrumental. Análises bivariadas indicaram que ter condições crônicas de saúde, fazer parte de comunidade tradicional, não ter dinheiro suficiente para cobrir as despesas e não trabalhar foram fatores relacionados a maior chance de apresentar insatisfação com o suporte familiar. Conclui-se que a vulnerabilização social e econômica, os condicionantes de gênero e aqueles relacionados ao próprio envelhecimento no contexto familiar intergeracional tem relação com a insatisfação com o suporte familiar e precisam ser reconhecidos e abordados no cuidado da saúde mental de mulheres na meia idade.</p> Raylane Mendes de Souza Dóris Firmino Rabelo Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 90 103 Estresse em Mães de Crianças: Comparação entre Mães Solo e Mães com Parceiro Íntimo https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/137 <p>Embora o status civil da mulher não tenha relação com sua capacidade de maternar, o curso de vida das mães solo ainda está relacionado ao preconceito de gênero e outros muitos desafios. A partir disso, mães solo podem ter mais sintomas de estresse que aquelas que têm um parceiro íntimo, especialmente quando este é fonte de apoio financeiro e emocional. Este estudo objetiva comparar o nível de estresse de mães solo e mães que residem com parceiro íntimo e associar o nível de estresse das mães a variáveis sociodemográficas. Participaram 134 mães com idade a partir de 18 anos que responderam os instrumentos autoaplicáveis: Questionário sociodemográfico e Escala de Estresse Percebido, mediante a plataforma Google Forms. A análise dos dados foi realizada utilizando-se estatística descritiva e inferencial. Os resultados demonstram uma maior incidência de estresse em mães solo quando comparadas às mães que residem com parceiro íntimo. Além disso, mães com baixa renda apresentam maior risco para estresse. É necessário o desenvolvimento de mais estudos sobre esta temática a fim de fomentar políticas públicas que visem contribuir para o aumento da qualidade de vida de famílias de mães solo e de baixa renda, proporcionando maior bem-estar materno.</p> Bartira Prates Pontes Lopes Laís Barbosa Santana Sharon Stone Mendes da Silva Stela Maris Batista Amorim Bruna Rocha de Almeida Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 75 89 A Mulher Contemporânea e o Encontro com Envelhecimento https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/136 <p>A mulher contemporânea de classe média nessa última década vem se transformando histórica e culturalmente. Com os avanços das lutas feministas, as funções e os papeis sociais estão colocando o público feminino num outro lugar: o de mulher produtiva e consumidora. Nesse novo contexto, há ainda atravessamentos como as mudanças biopsicossociais enfrentadas pela mulher de meia idade, tendo como marco principal a menopausa. E é nesse primeiro contato com o processo de envelhecimento e seu impacto psíquico, que se põe em prova a subjetividade feminina, e se busca entender até onde há a real liberdade de escolha e qual o lugar do desejo. Este estudo exploratório, por meio de uma revisão bibliográfica, através de aportes teóricos de psicanálise, psicologia social, psicologia de desenvolvimento e psicologia sistêmica, busca investigar quem é a mulher contemporânea de meia idade de classe média, qual sua identidade e as possíveis escolhas a partir de sua liberdade conquistada pelas lutas feministas. Nesses novos papeis desempenhados pela mulher, com os atravessamentos da sociedade do consumo, percebe-se que os ditames sociais continuam a submeter o feminino a cultura do espetáculo, num conflito entre a jovem e a velha, a princesa e a bruxa, o desejo do outro e o dejeto. E é nessa díade, que se encontram as novas possibilidades de significação ao pensar que as conquistas feministas colocaram a mulher num outro lugar de poder (poder econômico), cabendo agora a apropriação dessa posição social e as diversas possibilidades de escolhas, inclusive, de investir nos seus próprios desejos.</p> Caroline Viñas Rodrigues Cristina Aragonez Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 57 74 Homem Tem Que Ter Pegada”: Percepção Masculina sobre o Comportamento de Flerte de Homens https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/135 <p>No contexto amoroso, o flerte é entendido como um ato para mostrar interesse em situações casuais, utilizando-se de recursos comunicativos para iniciar um contato de natureza afetivo-sexual. O objetivo deste estudo foi identificar a percepção masculina sobre o comportamento de flerte masculino. Participaram 12 jovens, com idade entre 18 e 25 anos, por meio de uma entrevista em profundidade e posteriormente o conteúdo foi submetido à técnica de análise temático-categorial. Os dados deram<br>origem a três categorias temáticas: estratégias de flerte, aprendizagem e locais, levando em consideração os temas abordados nas entrevistas. Os resultados indicaram estratégias diversificadas para o flerte, identificadas como não invasivas, como conversar e senso de humor, e invasivas, como agarrar ou tocar sem consentimento. Observou-se que tais comportamentos variam de acordo com os contextos em que os participantes estão inseridos e as aprendizagens adquiridas por meio de experiências individuais, percepção de funcionalidade da mídia e influência de pares. Os dados indicam que os homens ainda apresentam dificuldade em compreender formas adequadas de iniciar um contato de natureza afetivo-sexual, levando por vezes a práticas de assédio.</p> Gabriel de Bortoli Adriano Schlösser Samuel Santos Miguel Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2026-01-14 2026-01-14 27 2 40 56 Relacionamento Conjugal: Satisfação, Intimidade e Conflitos na Transição para a Parentalidade https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/29 <p>Este estudo, que é parte de uma investigação mais ampla sobre as repercussões da transição para a parentalidade na conjugalidade, tem como objetivo investigar a percepção da satisfação conjugal após a chegada do primeiro filho e compreender o manejo dos conflitos conjugais. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, da qual participaram quatro homens e cinco mulheres, pertencentes às camadas socioeconômicas médias da cidade do Rio de Janeiro, pais de primeiro(a) filho(a) com idade entre 12 e 25 meses, com desenvolvimento típico. Os dados coletados foram submetidos ao método de análise de conteúdo, na modalidade categorial temática. Constatou-se diminuição na frequência e espontaneidade das relações sexuais, no uso do tempo conjunto e mudanças na expressão da intimidade entre os membros do casal. Os comportamentos específicos descritos incluíram a troca de olhares, atenção às necessidades do outro e carícias. Em relação ao manejo dos conflitos, verificou-se que há especificidades na etapa de transição para a parentalidade. Os novos pais fizeram uso de comportamentos de esquiva e evitação. Conclui-se que a qualidade da intimidade conjugal anterior à chegada do primeiro filho dá suporte ao casal no manejo dos conflitos na transição para a parentalidade.</p> Isabela Dwyer Andrea Seixas Magalhães Mayla Cosmo Monteiro Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2025-12-24 2025-12-24 27 2 19 39 Perda de Figuras Parentais por Crianças e Adolescentes na Pandemia de COVID-19: Implicações Desenvolvimentais e Contribuições à Prática Sistêmica https://pensandofamilias.domusterapia.com.br/index.php/files/article/view/134 <p><em>Este estudo analisou as possíveis implicações da perda de figuras parentais para o desenvolvimento de crianças, adolescentes e famílias no contexto da COVID-19, trazendo considerações para a prática sistêmica. Por meio de revisão narrativa da literatura, constatou-se que embora o luto possa representar um risco ao desenvolvimento, seus impactos dependerão de fatores como qualidade do vínculo com a pessoa falecida, com o cuidador sobrevivente e com a rede socioafetiva, modo como se deu a morte, aspectos culturais e espirituais/religiosos, habilidades cognitivas e enfrentamento a outras situações adversas. A morte de uma figura parental afeta o sistema familiar como um todo, demandando sua reestruturação. Particularidades da pandemia, como sobreposição de eventos estressores, imprevisibilidade da morte e modificação de rituais de despedida podem representar desafios adicionais ao processo de luto. Aspectos como coesão, flexibilidade, comunicação e configuração familiar, história multigeracional e redes de apoio social devem ser consideradas por terapeutas de família, favorecendo a atribuição de sentido à perda. Ademais, não é possível generalizar uma forma de cuidado a todas as famílias de crianças e adolescentes enlutadas, sendo necessário analisar as demandas singulares de cada caso, bem como o contexto em que inserem as famílias. </em></p> Beatriz Schmidt Bruna Larissa Seibel Nicolle Bretos Lopes Manoela Kaul Amanda Schöffel Sehn Daniela Barsotti Santos Isabela Machado da Silva Copyright (c) 2025 Revista Pensando Famílias 2025-12-23 2025-12-23 27 2 3 18